segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Aves

ARARA CANINDÉ  (Ara ararauna)
                   arara-canindé (Ara araraunaLinnaeus, 1758), também conhecida como arara-de-barriga-amarelaarariarara-amarelaarara-azul-e-amarelaararaí e canindé, é uma das mais conhecidas representantes do gênero Ara, sendo uma das espécies emblemáticas do cerrado brasileiro e importante para muitas comunidades indígenas. É muito apreciada como animal de estimação. Ocorre da América Central ao BrasilBolívia e Paraguai.

Descrição

Os indivíduos desta espécie pesam cerca de 1,1 quilogramas e chegam a medir até noventa centímetros de comprimento, com partes superiores azuis e inferiores amarelas, alto da cabeça verde, fileiras de penas faciais negras sobre o rosto glabro e branco, olhos de íris amarela e garganta negra. Têm uma longa cauda triangular, asas largas, um bico escuro grande e forte e as típicas patas zigodáctilas dos psitacídeos, com dois pares de dedos opostos, o que lhes dá grande destreza para escalar árvores e manipular os alimentos. Seu grito típico é um RRAAAAK gutural e áspero com entonação ascendente, mas podem produzir diversas outras vocalizações mais anasaladas e musicais.

Distribuição, ameaças e conservação

Ara ararauna ocorre em uma grande região da América do Sul a leste da Cordilheira dos Andes, concentrada na região amazônica até o norte do Paraguai e Bolívia, mas chegando ao litoral somente no norte do continente, entre o Pará e a Venezuela. Também é encontrada em ilhas de ocorrência no sul do PanamáPeruEquador eColômbia. No Pantanal, sua ocorrência é rara. Foi introduzida pelo homem em Porto Rico. É raramente avistada em altitudes superiores a 1 650 m.
Graças à sua vasta distribuição e grande população estimada, esta espécie de arara não está em condição de ameaça imediata, mas sua população vem declinado diante da destruição do ambiente e do comércio intenso, muitas vezes ilegal, sendo procurada em todo o mundo como animal de estimação por sua docilidade em cativeiro e grande beleza. Entre 1981 e 2005, foi registrado o comércio de 55 531 exemplares,e o preço por indivíduo pode chegar a 4 000 dólares estadunidenses. O relatório da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres apontou a existência de quatro tipos de tráfico de animais no Brasil. O primeiro é o tráfico para colecionadores particulares e zoológicos. Os principais clientes situam-se na EuropaÁsia e América do Norte e, entre as espécies mais procuradas, encontra-se a arara-canindé. A segunda modalidade, a chamada biopirataria, sequestrando espécimes para a pesquisa científica, não chega a atingir a canindé, mas a terceira sim, a que busca animais para petshops, bem como a quarta, que busca suas penas para a indústria da moda.
A atividade predatória do homem já fez com que em alguns locais fosse extinta, como em Trinidad TobagoSanta CatarinaParaguai e Bolívia, ou quase extinta, como em São Paulo. Na área do cerrado, atualmente o bioma mais ameaçado da América do Sul, onde outrora abundava, já é considerada em perigo. O caso se torna mais grave quando se sabe que a canindé está envolvida na dispersão de sementes, atividade importante para o equilíbrio do seu ecossistema, e que os caçadores clandestinos muitas vezes abatem as árvores com os ninhos para chegar aos filhotes, prejudicando a reprodução de diversas espécies de aves que utilizam o mesmo ninho em épocas reprodutivas diferentes.
Por outro lado, medidas para sua conservação já foram e estão sendo tomadas. O governo brasileiro proíbe o comércio e cativeiro de animais silvestres em geral e mantém reservas ecológicas onde ela ocorre, e algumas regiões elaboraram políticas específicas para sua proteção. Já existem diversos projetos, mantidos pela iniciativa privada e/ou pelos governos, para o estudo, proteção e recuperação das populações de araras-canindé, e os criadouros comerciais regulamentados também contribuem na proteção e propagação da espécie. As técnicas para sua criação já foram bem dominadas e o número de ovos produzidos em cativeiro a cada postura pode chegar a vinte, em comparação com a média de dois na natureza.    

Comportamento e reprodução

As araras-canindé na natureza vivem em habitats variados, desde a floresta tropical úmida até savanas secas. Vivem preferencialmente no estrato arbóreo superior e em proximidade da água. Essas aves, como outros membros de sua família, são gregárias e barulhentas, podendo viver em comunidades numerosas, mas grupos pequenos ou mesmo apenas casais com crias também são comuns. Podem passar longos períodos do dia em repouso, relacionando-se com companheiros ou fazendo acrobacias no alto dos galhos. Voam em pares ou em grupos de três indivíduos, frouxamente ligados a um grupo maior. São grandes voadoras e podem transpor grandes distâncias entre os locais de repouso e nidificação e os de alimentação a cada manhã e tardinha, e tipicamente seus gritos são ouvidos muito antes de as aves serem vistas. Ocasionalmente alguns exemplares podem ser encontrados a grande distância de suas áreas de frequentação habitual.Uma vez que formam casal, não mais se separam. Se em sua região os locais para nidificação são escassos, casais podem expulsar ou matar ocupantes de ninhos já estabelecidos. Nidificam a cada dois anos entre agosto e janeiro, em buracos que escavam nos troncos de árvores e palmeiras. A serragem resultante se acumula no fundo e serve para secar as fezes e acolchoar os ovos, em geral dois, podendo chegar a cinco, que a fêmea, principalmente, choca por cerca de 25 dias. O macho alimenta a fêmea durante este período e protege o ninho de invasores. Um estudo realizado no Parque Nacional das Emas, monitorando dezoito ninhos, indicou uma taxa de natalidade de 72%. Os filhotes nascem implumes, cegos e indefesos, e são alimentados por ambos os pais com frutas e sementes regurgitadas, permanecendo no ninho por três meses. Mesmo depois de aprenderem a voar as crias permanecem com os pais por até um ano inteiro, e atingem a maturidade sexual somente depois de três ou quatro anos. Seus maiores inimigos são aves de rapina de grande porte, mas tucanos e primatas de médio porte podem predar ovos e filhotes. Alimentam-se de sementes e frutos, incluindo o buriti (Mauritia flexuosa), o cajuzinho (Anacardium humile), o iriri (Allagoptera leucocalyx) e a gabiroba (Campomanesia adamantinum), de preferência ainda verdes, a despeito das toxinas ou do sabor desagradável que tais alimentos possam ter. Reúnem-se em grandes bandos em encostas argilosas expostas para ingerir argila, necessária para eliminarem toxinas da dieta e para enriquecê-la com um suplemento de elementos minerais. Têm grande força no bico, possibilitando-lhes abrir sementes de casca muito dura, como a castanha-do-pará.

Cativeiro

Bem cuidadas, podem viver até 70 anos em cativeiro, mas sua criação é bastante trabalhosa, pois são aves grandes que exigem amplas instalações e precisam de muito estímulo na forma de socialização com o criador; pessoas que passam a maior parte do dia fora de casa não devem manter esta espécie em cativeiro, além de ser imprescindível oferecer-lhes brinquedos diversos com que possam se exercitar e manter-se ocupadas em outros horários. Podem também causar algum incômodo por serem animais naturalmente barulhentos. Para que se mantenham saudáveis a dieta deve ser variada, incluindo sementes, vegetais e frutas frescas. É recomendável disponibilizar um osso para que obtenham cálcio e desgastem o bico sempre em crescimento. Como seus hábitos incluem roer madeira, as gaiolas devem ser de metal, e devem possuir uma área grande para que possam voar. À noite a gaiola pode ser coberta para manter as aves tranquilas e habituá-las a horários definidos. Muitos criadores costumam cortar parte de suas penas alares para diminuir sua capacidade de voo e mantê-las sob o alcance e controle. Elas podem ser treinadas para imitar a voz humana, muitas vezes aprendem uma palavra após ouvi-la apenas uma vez, e podem ser manipuladas, desde que com gentileza e atenção. Durante a procriação podem se tornar extremamente agressivas, e seu bico poderoso pode infligir ferimentos sérios. Sob estresse, na forma de gaiolas pequenas, má alimentação, maus tratos ou recebendo pouca atenção, podem desenvolver doenças e comportamentos aberrantes, incluindo aumento da agressividade e da destrutividade, que podem chegar até a automutilação.

Importância cultural e ecológica

Estas araras eram admiradas pelos povos indígenas pré-coloniais desde tempos remotos, participando de seus mitos. Os Tupicelebravam sua beleza em canções,uma etnia denominou-se Kanindé em lembrança a um cacique ancestral que assim se chamava por ser tão bonito - e tão barulhento - como estas araras; entre os Urueu-wau-wau e os Ticuna a arara-canindé é o nume tutelar de troncos familiares; entre os Craós o personagem mítico Khwök se transformou em arara-canindé e foi responsável pela formação de um dos "grandes perigos" que existem na mata, dois troncos de buriti que lançam chamas s egundo uma lenda de origem desconhecida a arara-canindé foi uma das criações da Arara Encantada, um ser divino que ensinou às tribos as artes da música, da dança, da fala e todo o saber. Suas penas estão presentes em muitos artefatos rituais indígenas e as araras em geral estão associadas aos mitos solares e os ligados à criação do fogo.
Assim que os conquistadores chegaram ao Novo Mundo ficaram impressionados com sua beleza. Jean de Léry comparou sua plumagem ao rico damasco e ao ouro, e disse que ela, junto com a araracanga, tinha a plumagem mais bela do mundo Desde então sua perseguição pelo homem branco se intensificou, mas também se tornaram aves emblemáticas do cerrado brasileiro e deram nome à cidade de Canindé (Ceará), sendo parte integrante de seu folclore.
As araras-canindé são talvez dentre todas as araras as mais populares como animal de estimação, exercendo um fascínio que remonta aos primórdios do Brasil Colônia. Durante aqueles tempos possuir uma arara ou um papagaio era sinal de riqueza, muitos exemplares foram levados para as cortes europeias, e o gosto pela sua criação se disseminou também entre o povo. São apreciadas pela beleza de sua plumagem, pela sua docilidade e pela relativa facilidade com que aprendem a imitar a fala humana. Elas se adaptam bem ao ambiente humanizado, e a reprodução é razoavelmente fácil. São inteligentes e podem ser treinadas, e são conhecidas por socializarem confortavelmente com pessoas de todas as idades.
Além de seu papel destacado na cultura, a arara-canindé tem uma grande função na teia de inter-relações que sustenta a vida na natureza, pois seus hábitos alimentares provocam a dispersão de sementes de várias espécies vegetais e deixam frutos abertos e semiconsumidos, ou espalhados pelo chão, para outras espécies de aves e mamíferos que de outra forma não teriam como se aproveitar deles, seja por terem cascas excessivamente duras, seja por estarem fora do alcance.
      
                                                    ARARAJUBA  (Guaruba guarouba)
                                                                                                                                      A guaruba (Guaruba guarouba ou Aratinga guarouba), também chamada de ararajuba, é uma ave psitaciforme endêmica do norte do Brasil, ameaçada de extinção. As aves chegam a medir até 35 centímetros de comprimento, possuindo uma plumagem amarelo-ouro com rêmiges verdes. Seus hábitos e ciclos de vida em estado selvagem ainda são pouco conhecidos, mas já foi obtida com sucesso sua reprodução em cativeiro. A população total não deve passar dos três mil indivíduos, e está em declínio, ameaçada pela destruição das florestas onde vive, e pela caça ilegal. Sua área de ocorrência diminuiu em 40% em relação à original.

Etimologia e denominação popular

"Ararajuba" vem do termo tupi para "arara amarela", araraîuba. "Aiurujuba" e "ajurujuba" vêm do termo tupi para "papagaio amarelo", aîuruîuba. Possui muitos outros nomes populares, como aiurujuba, guarajuba, marajuba, tanajuba, ajurujuba, ajurujubacanga, guamba, guarujuba, papagaio-imperial.

Descrição e taxonomia

A guaruba é uma ave vistosa, caracterizando-se por ter a plumagem inteiramente de um amarelo brilhante, salvo as pontas das asas, coloridas de verde-oliva. Não existedimorfismo sexual. Tem cerca de 34 cm de comprimento.
Sua situação taxonômica é polêmica e incerta. A espécie foi descrita pela primeira vez como Aratinga guarouba por Gmelin, em 1788, mas já foi colocada nos gênerosAratingaConurus e Psittacus. É relativamente isolada e não tem parentes próximos. Sua maior afinidade está com o maracanã-nobre (Diopsittaca nobilis). Em 1993, Slick, argumentando que algumas de suas características não se encontram em outras espécies do gênero Aratinga, propôs que fosse reclassificada como Guaruba garouba. Poucos estudos têm sido feitos com esta espécie, e o conhecimento atual sobre ela é muito imperfeito.

Ocorrência e ameaças

Espécie endêmica do Brasil, seu território é pequeno e se confina à área entre o oeste do Maranhão, sudeste do Amazonas e nordeste do Pará. Recentemente foram avistados indivíduos em Rondônia e no centro-norte do Mato Grosso. A região mais importante está no Pará, entre o rio Tocantins e o baixo Xingu. Segundo Snyder, as populações parecem ser bastante móveis, sendo impossível prever sua localização dentro de sua área de distribuição, mas Silveira & Belmonte, e Laranjeiras, localizaram grupos de residência fixa.
A população total provavelmente nunca foi grande, mas hoje é com certeza pequena, estimada em apenas mil a três mil indivíduos, e está em declínio. A IUCN a classifica como espécie em perigo.[1]
A guaruba é ameaçada principalmente pela destruição de seu habitat, com suas áreas principais de ocorrência estando em regiões de conflitos pela posse da terra e de exploração madeireira, no chamado "arco do desmatamento" da Amazônia, complicando sua preservação. E apesar de protegida pela lei a espécie também sofre com a caça ilegal, tanto para o comércio, como por esporte e como para alimentação. Se não forem realizadas ações de conservação em caráter urgente a espécie possivelmente será extinta dentro em breve. Somente uma população é razoavelmente protegida, a que habita a Floresta Nacional do Tapajós e a Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão, mas as outras estão sob pressão constante. Sua conservação também é prejudicada pela falta de conhecimento sobre muitos aspectos básicos de sua história naturalbiologia e ecologia.

Biologia e ecologia

Pouco se sabe sobre seus hábitos no estado selvagem.[8][10] Os registros de observação a encontraram em regiões de contato entre a floresta ombrófila densa submontanae a floresta ombrófila densa de terras baixas, ocorrendo em altitudes medianas entre a planície amazônica e os altos do planalto central.[17] Reúnem-se em grupos de até quarenta indivíduos, divididos em bandos menores de tamanhos variáveis que pernoitam em ninhos separados. Durante a estação chuvosa e o período de nidificação os bandos tendem a ser menores.[18] Enquanto algumas forrageiam e realizam outras atividades nos estratos inferiores, alguns indivíduos se colocam sobre as árvores emergentes da copa florestal, atuando como sentinelas.[13] Passam o período mais quente do dia em repouso, sob a sombra de uma grande árvore.[19] Já foi vista se alimentando de frutas, flores, brotos ou sementes de cajuaçaíanani e especialmente murici, entre outras espécies vegetais, mas não parece ser especializada neles.A corte entre os casais envolve o penteamento mútuo da plumagem. A cópula dura cerca de dois minutos, e em seguida o casal se dedica a explorar a região objetivando encontrar um bom lugar para o ninho.[13] A árvore eleita geralmente pertence a um pequeno grupo ilhado em uma clareira da floresta densa,[11] podendo ser de várias espécies, incluindo a itaúba (Mezilaurus itauba), o ipê-branco (Tabebuia roseoalba) e a muiricatiara (Astronium lecointei).[21] Seus ninhos são ocos escavados nessas árvores, estejam vivas ou mortas, geralmente a 15–30 m de altura. O vestíbulo do ninho é um túnel que penetra fundamente na árvore, abrindo-se no fim em uma câmara de postura que pode estar numa profundidade de mais de 2 m. O ninho é continuamente escavado pelos pais e pode ter várias entradas. É possível que essa profundidade incomum seja uma defesa contra predadores. Esse modo de nidificação especializado restringe as suas possibilidades para árvores idosas, grossas e de elevado porte - de 40 a 50 m de altura, com mais de 110 cm de diâmetro na altura do peito - mas essas mesmas árvores majestosas e antigas são os alvos preferenciais da indústria madeireira, que devasta a região onde as guarubas vivem.[13][22]
A postura e choco se faz entre novembro-dezembro e abril, mas pode variar regionalmente na dependência das chuvas.[23] A fêmea põe em geral de três a quatro ovos, mas aparentemente os ninhos são coletivos e a postura e eclosão se dão de forma assíncrona. Já foi encontrado um ninho com 14 pintos, mas o sucesso reprodutivo é baixo.[11][24] O grupo alimenta os que chocam.[19] Ao contrário do hábito entre os psitacídeos em geral, outros indivíduos do bando, além do casal, também colaboram no cuidado da prole recém-nascida. Os adultos se aproximam do ninho de manhã cedo, logo após as 6 h, sempre vocalizando. Isso de imediato alerta as crias, que se aproximam da entrada e também passam a vocalizar. Então os adultos descem do alto das copas para alimentar a ninhada, o que acontece oito vezes por dia. Os filhotes também vão à entrada do ninho outras vezes apenas para observar os arredores, mas sempre em presença do grupo, que se dedica então a outras atividades, como penteamento da plumagem, acrobacias nos galhos, lutas simuladas, vocalizações e interação com parceiros. Cada visita dura cerca de 35 minutos. Em alguns grupos os adultos pernoitam com os filhotes, enquanto que em outros eles são deixados sozinhos, indo o grupo dormir em outro ninho em uma árvore próxima. A saída do ninho das crias e seus primeiros voos são supervisionados pelos adultos. Os jovens são alimentados por algum tempo pelo grupo.[13][25]
O grupo é internamente muito sociável e cooperativo,[26] mas também é muito territorial, expulsando muitas espécies de aves de sua área de nidificação, incluindo rapineirostucanos e outros papagaios, usando técnicas agressivas de ataque e intensa vocalização. Por outro lado, toleram a presença de PicidaePasseriformes, uma coruja (Strix virgata) e morcegos nas árvores em que nidificam. Seus principais inimigos são os tucanos Ramphastos tucanus e Ramphastos vitellinusmacacosiraras e serpentes, que predam ovos e filhotes.[13] A Ara macao pode expulsar a guaruba de seus ninhos e o Falco rufigularis e outros rapineiros podem expulsá-las de seus locais de repouso e alimentação.

Cativeiro

Os primeiros registros sobre a espécie foram deixados no século XVII, e foi citada por muitos viajantes e exploradores dos séculos seguintes. Era e é popular entre os indígenas, e até hoje serve como moeda de troca entre algumas tribos.[28] Também é muito cobiçada no mercado nacional e internacional como animal de estimação, sendo dócil, sociável, afetuosa e "conversadora", e desde 1939 é tentada sua criação em cativeiro, muitas vezes bem sucedida. Porém, ela se revela custosa e difícil, a ave exige boas instalações e grande atenção, está sujeita a doenças e alterações de comportamento que podem incluir automutilação, e não é recomendada para amadores.[7][29]
Em cativeiro costuma fazer uma postura de três a quatro ovos entre outubro e março. Quando os filhotes são removidos para criação humana o casal pode realizar outras posturas. A maturidade sexual acontece entre os três e quatro anos de idade, e sua vida pode se estender até uma média de vinte a trinta anos.
                                                ARARINHA AZUL  (Cyanopsitta spixii)
                                                                                                                                      
 A ararinha-azul (nome científico: Cyanopsitta spixii, do grego: kuanos, "azul-piscina; ciano" + do latim: psitta, "papagaio"; e spixii, em homenagem a Johann Baptist von Spix) é uma espécie de ave da família Psittacidae endêmica do Brasil. É a única espécie descrita para o gênero Cyanopsitta. Outros vernáculos associados a esta espécie são arara-azul-de-spix, arara-do-nordeste e arara-celeste. Habitava matas de galeria dominadas por caraibeiras associadas a riachos sazonais no extremo norte do estado da Bahia, ao sul do rio São Francisco. Todos os registros históricos para a espécie estão localizados nos municípios de Juazeiro e Curaçá na Bahia. Há relatos não confirmados da presença da ave nos estados de Pernambuco e Piauí.
C. spixii mede cerca de 57 centímetros de comprimento e possui uma plumagem azul, variando de tons pálidos a vividos ao longo do corpo. Pouco se conhece sobre suaecologia e comportamento na natureza. Sua dieta consistia principalmente de sementes de pinhão-bravo e faveleira. A nidificação era feita em caraibeiras, em ocos naturais ou feitos por pica-paus. O período de reprodução estava associado a época das chuvas.
Em decorrência do corte indiscriminado de árvores da caatinga e do tráfico ilegal, a população se reduziu até restar um único indivíduo, que desapareceu em 2000-2001. Está seriamente ameaçada de extinção, existindo somente 73 indivíduos em cativeiro, tendo sido declarada extinta na natureza pelo governo brasileiro. Entretanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) ainda a classifica como "em perigo crítico", possivelmente "extinta na natureza". Em junho de 2016 foi registrado um indivíduo em matas ciliares de Curaçá, possivelmente libertado do cativeiro por algum morador local.

Nomenclatura e taxonomia

Relações filogenéticas do gêneroCyanopsitta


Cyanopsitta












Cladograma inferido das sequências de DNA mitocondrial e nuclearproveniente de Tavares et al., 2006.
A primeira descrição da espécie foi feita por Johann Baptist von Spix em 1824 com o nome de Arara hyacinthinus. No entanto, o epíteto específico estava pré-ocupado pelo Psittacus hyacinthinus descrito por John Latham em 1790. Johann Georg Wagler, que foi assistente de von Spix na publicação do livro de 1824, substituiu o nome científico da espécie para Sittace spixii em 1832. Em 1854, Charles Lucien Bonaparte descreveu um novo gênero para a espécie, o Cyanopsitta, recombinando o nome científico para Cyanopsitta spixii.
Ocasionalmente, a espécie foi inserida no gênero AraHelmut Sick (1997) não considerava a Cyanopsitta spixii como uma arara, por suspeitar que a espécie possuía um maior relacionamento com as jandaias. Análises moleculares demonstraram que o gênero Cyanopsitta está mais relacionado com os gêneros PrimoliusAra eOrthopsittaca do que com o Anodorhynchus e Aratinga.

Distribuição e habitat

A espécie ocorria principalmente na margem sul do rio São Francisco em matas de galerias dominadas por caraibeiras (Tabebuia aurea). A área de registro histórico está situada na região do submédio São Francisco no noroeste da Bahia entre as cidades de Juazeiro e Abaré. Os únicos registros confirmados estão nas proximidades da cidade de Juazeiro, onde o holótipo foi coletado em abril de 1819 por von Spix durante a Expedição Austríaca ao Brasil, e na área dos riachos Barra Grande-Melância no município de Curaçá, onde alguns indivíduos foram redescobertos em 1985-1986 e posteriormente em 1990. Um registro não confirmado indicou também a presença da ave no riacho da Vargem situado nos municípios de Abaré e Chorrochó. O único registro, baseado em informação local, ao norte do rio São Francisco no estado dePernambuco, é proveniente do riacho da Brígida localizado nos municípios de Orocó e Parnamirim. Dois registros são conhecidos para o estado do Piauí, um de 1903, quando Othmar Reiser relatou dois avistamentos próximos ao lago Parnaguá, e outro em março-abril de 1975 na região de Serra Branca, por Niéde Guidon durante uma expedição arqueológica.
Alguns autores consideravam a distribuição da ararinha-azul associada com os buritizais, indicando uma área de distribuição no sul do Piauí, extremo sul do Maranhão, noroeste de Goiás (hoje Tocantins), noroeste da Bahia e extremo sudoeste de Pernambuco. Foi somente na década de 80 com a redescoberta da arara que observou-se que o habitat preferencial da ave estava associado com a caraibeira, que está restrita a margens e várzeas de riachos estacionais existentes na Caatinga, especialmente no submédio São Francisco.

Características

A ararinha-azul mede de 55-60 centímetros de comprimento, possui uma envergadura de 1,20 metros e pode pesar de 286 a 410 gramas. A plumagem possui vários tons de azul. O ventre tem um tom pálido a esverdeado enquanto o dorso, asas e cauda tons mais vividos. As extremidades das asas e cauda são pretas. A frontebochechas e região do ouvido são azul-acinzentados. O loro e o anel perioftálmico são nus e a pele é de coloração cinza-escura nos adultos. A cauda é proporcionalmente mais longa e as asas mais longas e estreitas que as demais araras. O bico é inteiramente preto e os pés são marrom-escuros a pretos. A íris é amarela.
O juvenil se diferencia do adulto por apresentar a cauda mais curta, a íris cinza, a faixa nua na face mais clara e uma faixa branca na frente do cúlmen do bico. Essas diferenças desaparecem quando a ave atinge a maturidade sexual. Apresenta dimorfismo sexual, sendo as fêmeas menores que os machos, quanto a plumagem não há diferenças.

Ecologia e comportamento

As informações sobre a ecologia e o comportamento da ararinha são limitadas, já que as pesquisas só começaram na década de 80, quando somente três indivíduos restavam na natureza. Os dados obtidos da observação dos três últimos espécimes foram insuficientes para a dedução de informação confiável sobre as necessidades biológicas e de habitat da espécie.
A alimentação consistia de flores, frutos, polpa, seiva e principalmente de sementes, sendo ao todo identificados 13 espécies de plantas na dieta do último indivíduo observado na natureza. A dieta era composta principalmente de sementes de pinhão-bravo (Jatropha mollissima) e faveleira (Cnidoscolus quercifolius) que representavam cerca de 81% da dieta. Outros fontes alimentares incluíam as vagens da caraibeira (Tabebuia aurea) e da baraúna (Schinopsis brasiliensis), e os frutos do joazeiro (Zizyphus joazeiro), do pau-de-colher (Maytenus spinosa) e de facheiros e outras cactáceas (Pilosocereus spp.).
A estação reprodutiva estava relacionada com a época das chuvas, ocorrendo de outubro a março. A espécie era dependente de árvores da espécie Tabebuia aurea onde nidificavam. O ninho era feito em ocos naturais ou feitos por pica-paus (Campephilus melanoleucos) e normalmente de dois a três ovos eram postos. Relatos feitos na observação do último exemplar na natureza, revelou que a espécie pernoitava em facheiros (Pilosocereus spp.), possivelmente para proteção. A longevidade máxima registrada foi de 27 anos em um indivíduo em cativeiro.

Conservação

O declínio populacional da espécie está associado com a perda do habitat, competição com abelhas africanizadas por ninhos, caça e tráfico de filhotes.[30] Durante as últimas décadas, o tráfico ilegal foi possivelmente a principal causa da extinção da espécie na natureza

Cativeiro

A ararinha-azul é uma das aves mais raras e protegidas do mundo.[22] Em 2010, o número oficial de espécimes em cativeiro chegou a 73, distribuídos em cinco instituições. Mas acredita-se que possa haver até 120 animais espalhados pelo mundo.[1] Destes, apenas seis podem ser encontrados no Brasil, sendo que dois estão no zoológico de São Paulo. Apesar de serem um casal, as ararinhas-azuis do Zoológico de São Paulo nunca tiveram filhotes.

                                        TUCANO DE BICO PRETO  (Ramphastos vitellinus)
                                                                                                                                       Ramphastos vitellinus Ariel Vig., vulgarmente conhecido como tucano-de-bico-preto, canjo (em Mato Grosso) e tucano-pacova, é uma ave da ordem Piciformes, da família Ramphastidae. Pode ser confundido com Ramphastos tucanus.                                       TUCANO DE BICO PRETO  (Ramphastos vitellinus)

Descrição

Seu habitat são as florestas tropicais e pode ser encontrado em toda faixa litorânea que vai do Pará a Santa Catarina, no Brasil. Sua cor geral é preta, com a garganta e peito de cor amarelo gema de ovo e distingue-se dos demais tucanos, por possuir bico negro, mas na base apresenta uma zona amarela pálida. Pode medir cerca de 46 cm, tendo 12 cm de bico. Seus dedos são providos de unhas longas e curvas, as asas são curtas e a língua é comprida e fina.
A fêmea pode colocar 2 a 4 ovos e a incubação dura cerca de 18 dias. A fêmea incuba os ovos sozinha, sendo alimentada pelo macho durante o período. O tucano-de-bico-preto faz ninhos em cavidades nas árvores, a cerca de 10 metros acima do chão. Alimenta-se de frutosinsetos (inclusive cupins, no cupinzeiro e em revoada),aranhas e ovos e filhotes de outras aves.
Apesar do grande tamanho, seu bico é extremamente leve. Seu voo não é longo e é feito em linha sinuosa. Gosta de banhar-se na folhagem molhada pela chuva. Para dormir, eleva a cauda, com ela cobrindo a cabeça, a qual é mantida virada para as costas, mantendo o bico oculto. Vive em bandos de quatro a dez indivíduos. É, frequentemente, vítima de sua própria curiosidade, sendo facilmente atraído com assobios pelos traficantes de animais.
A preservação desta espécie é do maior interesse, pois estão entre os mais peculiares elementos da avifauna do Brasil.
O tucano-de-bico-preto é considerado, pelo Clube de Observadores de Aves do Estado do Rio de Janeiro, a ave-símbolo do estado.

                                                ARARA VERMELHA  (Ara chloropterus)
                                                                                                                                   

Etimologia

"Araracanga" e "aracanga" vêm do termo tupi arara'kãga. "Arara" vem do tupi a'rara.[3] "Ararapiranga" vem do termo tupi para "arara vermelha".araguai. No Brasil ocorre desde a Amazônia até oeste do Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Assim como a arara-canindé, também vive na cidade de Campo Grande. A observação de bandos de araras vermelhas expandindo e migrando está tornando possível a ocorrência desta espécie na divisa dos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, onde já era considerada extinta.

Descrição

A arara-vermelha mede até noventa centímetros de comprimento e pesa até 1,5 quilogramas. Cada postura é composta por ovos de cinco centímetros, incubados por 29 dias.
O ninho dessa arara é feito em ocos de árvores, mas ela também se aproveita de buracos em paredes rochosas para colocar os ovos, os quais são chocados apenas pela fêmea, que fica no ninho. Quem cuida de garantir a alimentação tanto da fêmea como dos filhotes é o macho, que, nessa espécie, é fiel, mantendo a mesma companheira durante a vida inteira.

arara-vermelha (Ara chloropterus), também chamada arara-verdeararacangaaracangaarara-macauararapiranga e macau,[2] é uma ave psitaciforme, nativa das florestas do PanamáBrasilParaguai e Argentina. A sua alimentação é baseada em sementes, frutas e coquinhos.

                                   CANARIO DA TERRA VERDADEIRO  (Sicalis flaveola)
                                                                                                                              canário-da-terra-verdadeiro ou canário-da-terra, (nome científicoSicalis flaveola L.), também é conhecido no Brasil como canário-da-horta, canário-da-telha, canário-do-campo, canário-chapinha, canário-do-chão, coroinha e cabeça-de-fogo[2] é uma espécie de ave da família Emberizidae.[3]

Distribuição geográfica


Habitat

Os Canários vivem em campos secos, áreas de agricultura, caatinga, bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais, pastagens abandonadas, plantações e jardins gramados. Quando não estão no período de acasalamento costumam ficar em bandos, podendo chegar até a grupos com dezenas de indivíduos.

Características

O tamanho aproximado do canário-da-terra adulto é de 13,5 cm, apresentando uma cor amarelo-olivácea com estrias enegrecidas nas costas e próximo das pernas. As asas e a cauda são cinza-oliva, as pernas são rosadas e o bico tem a parte superior cor de chifre e a inferior é amarelada. As fêmeas e os filhotes tem a parte superior do corpo na cor olivácea, com as penas acinzentadas. Com aproximadamente 4 a 6 meses de idade, os filhotes machos começam a cantar e levam cerca de 18 meses para adquirir a plumagem amarela características dos machos adultos.Os filhotes de canário-da-terra são de cor cinzenta, independente do sexo, e com cerca de 9 meses de idade os machos começam a adquirir a cor dos adultos, que é predominante amarela, principalmente na cabeça com tons avermelhados, já as fêmeas não mudam muito, ficam com um tom cinzento amarelado. Os machos podem brigar entre si por fêmeas – que normalmente atiçam as brigas – até a fuga de um dos canários (muitos brigam até a morte, de onde advêm as rinhas com estas aves, muitas vezes em viveiros bem organizados, mas que por algum descuido, ocorrem naturalmente estas rinhas, geralmente ficando as duas aves praticamente sem penas na cabeça, quando há tempo de salvá-las.
Com cerca de 1 ano de idade os Canários da Terra já estão prontos para o acasalamento, sendo que a fêmea faz posturas que varia entre 4 e 6 ovos, e cada Canário- fêmea pode chegar a chocar 4 vezes por ano, podendo tirar até 20 filhotes por temporada. Os filhotes de canário-da-terra nascem com aproximadamente 13 a 14 dias de choco. Os ninhos são cobertos, parecendo com uma cesta, podendo usar desde crânios de boi até bambus perfurados, ou então utilizando-se de ninhos abandonados de outros pássaros como o joão-de-barro.
A alimentação é tipicamente constituída de sementes de gramíneas, como alpiste e painço, além de insetos (nunca será visto comendo pão ou restos de comida como um pardal).
O canário-da-terra faz ninho, na natureza, em cavidades, chegando a utilizar frequentemente, ninhos abandonados de joão-de-barro, assim como crânios de gado dispostos para tal em estacas, ou porongos pendurados com entrada adequada ao seu tamanho. Há referências a ninhos colocados no telhado das casas. São muito agressivos na defesa do ninho, chegando a atacar aves maiores que dele se aproximem. Em cativeiro, muitas vezes reproduzem-se em gaiolas de 70x40x30 cm, com uma caixa para ninho com 15 cm de lado e que tenha um furo para entrada. Normalmente, podem ser utilizados sacos de estopa cortados e desfiados para que a fêmea confeccione o ninho.
SAÍRA AZUL  (Dacnis cayana)

Caracterização

O saí-azul mede aproximadamente 13 cm de comprimento e pesa, em média, 16 gramas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual: o macho é azul e negro, com as pernas vermelho-claras, enquanto a fêmea é verde, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas.
Habita matas ciliares e abertas, plantações no interior de matas e jardins. Alimenta-se de néctar e insetos.
ninho é uma taça profunda, feita de fibras finas, colocado de 5 a 7 m do solo, entre as folhas externas de uma árvore. A construção do ninho é tarefa da fêmea, que é protegida pelo macho contra intrusos. Os 2 ou 3 ovos são esbranquiçados ou branco-esverdeados com manchas cinza-claras e são incubados pela fêmea. Durante este período ela é, às vezes, alimentada pelo macho. Os filhotes são alimentados pelo casal e permanecem no ninho cerca de 13 dias.

                                                              EMA  (Rhea americana)
                                                                                                      A ema (Rhea americana, Linnaeus, 1758), também chamada nandunhanduguaripé e xuri[2], é uma ave da família Rheidae cujo habitat se restringe à América do Sul. Apesar de possuir grandes asas, não voa. Usa asas para se equilibrar e mudar de direção enquanto correm. Os indivíduos masculinos são os responsáveis pela incubação e o cuidado com os filhotes. É considerada a maior ave brasileira.

                                            ARACARI BANANA  (Pteroglossus bailloni)
                                                                                                                                                O araçari-banana (Pteroglossus bailloni) é uma espécie de ave da família Ramphastidae. Pode ser encontrada nas regiões montanhosas da Argentina, do Paraguai e dos estados brasileiros da região Sul e Sudeste. Possuem plumagem amarelada e bico oliváceo com a base vermelha. São conhecidas ainda pelos nome de araçari-branco.[1]
Pássaro que da nome a cidade do interior de São Paulo Araçariguama.
                                     
                            ARACARI DO PESCOÇO VERMELHO  (Pteroglossus bitorquatus)
                                                                            O araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus) é uma espécie de ave da família Ramphastidae. É bastante colorido, possuindo as asas, a causa e parte do dorso verdes. O alto da cabeça é preto e o peito, a porção superior do pescoço e uma pequena área acima a cauda são vermelho-alaranjados. Vivem em bandos de cinco a seis indivíduos que se locomovem pulando através dos galhos e ramos das árvores ou voando com rapidez, ocasião em que mantém o bico esticado para a frente, interrompendo as sequências de batidas de asas e voando como se desenhassem ondas no ar.
São mais vegetarianos do que os tucanos, mas ambos comem sementes. Se alimentam de frutos com cascas difíceis de abrir, espalhando as sementes pela floresta quando defecam. Para se equilibrar verticalmente nas árvores, utiliza a cauda, cujas penas, de pontas eriçadas, lhe garantem equilíbrio.

Ameaças

Foi perseguido por sua carne, por suas penas coloridas e por seu bico, que é usado na medicina popular.    

                                         ARACARI CASTANHO  (Pteroglossus castanotis)
                                              araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) é uma espécie de ave da família da família Ramphastidae. Ocorre da Colômbia ao Paraguai e no Brasil centro-meridional. Tais aves medem cerca de 43 cm de comprimento, com um grande bico multicolor, bochechas, garganta e nuca castanhas, barriga com faixa vermelha alargada dos lados.
       
                                     ARACARI DO BICO BRANCO  (Pteroglossus aracari)
                                            Pteroglossus aracari L., vulgarmente chamado araçari-de-minhocaaraçari-minhoca[1]camisa-de-meia e tucano-de-cinta, é uma espécie de ave sul-americana da família Ramphastidae. Tais animais medem cerca de 43 centímetros de comprimento, têm um grande bico negro na mandíbula e branco na maxila e barriga com estreita cinta avermelhada.

                                         ARACARI MULATO  (Pteroglossus beauharnaesii)
 araçari-mulato (Pteroglossus beauharnaesii) é uma espécie de ave amazônica da família Ramphastidae. Mede cerca de 42 centímetros de comprimento. Se caracteriza por sua cabeça apresentar uma crista de penas endurecidas e enroladas. Também é conhecido como araçari-arrepiado e araçari-crespo.
                                                       
                                                              TUCANO  (Ramphastidae)
   São designadas por tucano as aves da família Ramphastidae que vivem nas florestas da América Central e América do Sul. Possuem um bico grande e oco. A parte superior é constituída por trabéculas de sustentação e a parte inferior é de natureza óssea. Não é um bico forte, já que é muito comprido e a alavanca, (maxilar) não é suficiente para conferir tal qualidade. Seu sistema digestivo é extremamente curto, o que explica a sua base alimentar, já que as frutas são facilmente digeridas e absorvidas pelo trato gastrointestinal.
Além de serem frugívoros (comerem fruta), necessitam de um certo nível proteico na dieta, o qual alcançam caçando alguns insetos, pequenas presas (como lagarto, perereca, etc) e mesmo ovos de outras aves. Possuem pés zigodáctilos (dois dedos direcionados para frente e dois para trás), típicos de animais que trepam em árvores. São monogâmicos territorialistas (vivem e se reproduzem em casal isolado). Não há dimorfismo sexual e a sexagem pode ser feita por análise de seu DNA.[1] A fêmea e o macho trabalham no ninho, que é construído em ocos de árvore.[carece de fontes] A fêmea choca e o macho alimenta-os.[carece de fontes]

Fazem postura de três a quatro ovos, cujo período de incubação é de dezoito dias.[carece de fontes]   
                                             ARACARI POCA  (Selenidera maculirostris)
                                                                                                     

Caracterização

É uma ave de pequeno porte, medindo 33 cm de comprimento e pesando aproximadamente 170 gramas. Apresenta acentuado dimorfismo sexual. O macho possui cabeça, garganta e peito pretos, os quais são marrons na fêmea. O bico apresenta manchas bastante visíveis.
Vive na copa de florestas úmidas, em seu interior e nas bordas, basicamente na Mata Atlântica. Demonstra prefêrencia pelos estratos baixos e médios da vegetação. Registrado até 1000 metros de altitude.
Nativo da América do Sul, ocorre desde a Bahia, passando por Minas Gerais e descendo até o Rio Grande do Sul, região nordeste da Argentina (Misiones) e leste doParaguai.
É uma ave que vocaliza ao alvorecer ou de madrugada. Costuma-se dizer que quando os araçaris estão batendo o bico e promovendo algazarra é sinal de que o tempo vai virar. Como os demais araçaris, vários indivíduos costumam dormir juntos em um mesmo buraco de árvore. Pode passar despercebido ao contrário dos outros araçaris. Costuma beber e tomar banho nas bromélias no alto das árvores que ficam cheias de água da chuva.
Alimenta-se de frutos (como os das figueiraspalmitosgoiabasembaúba e coquinhos de palmeiras), brotos e insetos. Eventualmente come filhotes de outras aves.
Costuma fazer seu ninho sempre no oco das árvores ou de um toco, onde a fêmea deposita de 2 a 4 ovos. O período de incubação dura mais ou menos 16 dias e é realizado tanto pela fêmea quanto pelo macho.
Sua vocalização é seqüência de coaxos baixos, profundos e guturais, que poderiam ser confundidos com o canto de um sapo grande.
Existem duas subespécies dessa ave:


Selenidera maculirostris, conhecido popularmente como araçari-pocaaraçari-de-bico-pintalgadoaraçari-tirador-de-leite ou saripoca-de-bico-riscado, é uma ave da ordem Piciformes, família Ramphastidae.                                       

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